terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O “LIXO” NA ZONA RURAL, DISCUSSÃO PRELIMINAR


 
O lixo sempre foi considerado um problema desde algum tempo, principalmente quando se tratando de sua disposição final, quando estes resíduos são dispostos de maneira incorreta pode trazer sérios danos ao meio ambiente e principalmente a saúde. Daí surge alguns questionamentos: O que fazer com tanto “lixo”? E principalmente o que fazer para produzirmos cada vez menos “lixo”? Como está a situação na zona rural?


Na zona urbana contamos com os carros coletores e até mesmo com catadores de ruas e os catadores de lixão, os quais dão destino a estes resíduos, fazendo assim com que estes não se acumulem na frente de nossas casas.


Atualmente com a preocupação com a conservação do meio ambiente, é mais freqüente a descoberta de idéias de utilização e destino para os resíduos, sejam eles seco (inorgânico) ou molhado (orgânico), idéias estas como aterros sanitários, estação de compostagem, estação de seleção, onde são separados os resíduos a serem reciclados, e também contamos com a utilização do “lixo” na confecção de objetos e ornamentação, entre outros.


Estas medidas muito têm contribuído para conservação do ambiente, pois à medida que temos um reaproveitamento destes resíduos, não geramos nenhum excesso de matéria sobre o planeta, ou seja, a carga de suporte permanece constante, ou pelo menos tende a permanecer, o sistema fica em equilíbrio e temos assim um desenvolvimento sustentável, conservando nossos recursos para as gerações vindouras.


É muito interessante quando nós falamos em todo o processo de destinação dos resíduos sólidos, mas até agora nós só nos referimos à zona urbana, estamos nos esquecendo da zona rural onde há também uma considerável produção de resíduos sólidos, e o mais importante é de que maneira estes resíduos são destinados.


Fazendo algumas pesquisas de campo e consultando moradores da zona rural a respeito do assunto, muito me preocupei com a disposição, a qual eles dão para seus resíduos. Em se tratando da seleção, eles até fazem de maneira correta, separando os resíduos inorgânicos dos orgânicos, pelo menos alguns. Os resíduos orgânicos servem de adubo e de alimentação animal; já os inorgânicos eles “guardam” até terem uma quantidade considerável, depois eles incineram tudo o que estava guardado, os que não incineram vai para a coleta pública.


 A direção que é dada ao resíduo orgânico de certo modo pode considerar regular, embora precise passar por um aperfeiçoamento em se tratando do uso de adubo, e na Alimentação animal é necessário um maior controle deste alimento. A preocupação que se deve ter é justamente com os resíduos inorgânicos, principalmente em se tratando de seu acondicionamento, pois com o acúmulo destes materiais vem toda uma proliferação de protozoários, roedores, entre outros organismos vetores de doenças nocivas ao ser humano, até mesmos animais domésticos que entram em contato com estes resíduos.


Em alguns casos onde estes resíduos não são incinerados, eles muitas vezes são lançados diretamente na natureza, formando verdadeiros terrenos baldios, e porque não dizer verdadeiros lixões, como podemos constatar às margens de muitas estradas e rodovias. Mesmo quando estes resíduos são incinerados também vem os problemas com a emissão de gases à atmosfera, gases estes capazes de trazer sérios problemas de saúde, principalmente a idosos e crianças, além de contribuir para o agravamento dos problemas ambientais pelos quais estamos passando.


Através dos fatos aqui relacionados, podemos perceber que os resíduos sólidos na zona rural não é só um problema para os moradores daquelas localidades, mas também é para as cidades que muito dependem da zona rural, principalmente quando nos referimos aos gêneros alimentícios, e até porque boa parte das populações das cidades habita na zona rural; por isso deve ser dada uma atenção maior aos serviços públicos prestados na zona rural, ou quem sabe um programa de educação ambiental que seja capaz de despertar nas pessoas a consciência com relação aos resíduos que eles mesmos produzem, e ainda mais com sua própria saúde, assim daria mais dignidade e saúde a população rural, além de cuidar melhor do meio ambiente em que vivemos.

O Editor.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Abertas as inscrições para o Prêmio ANA 2010

21/12/2009
chamada
Raylton Alves/Banco de Imagens ANA

Água: o Desafio do Desenvolvimento Sustentável”  é o tema da terceira edição do Prêmio ANA, cujas inscrições já estão abertas.  Em sua terceira edição, a premiação bienal tem o objetivo de reconhecer iniciativas em sete categorias: governo; empresas;  organizações não governamentais;  pesquisa e inovação tecnológica; organismos de bacia; ensino e imprensa, que se destacam pela excelência e contribuição para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos do país. O troféu do Prêmio ANA (foto ao lado) é uma escultura do mestre vidreiro Mário Seguso.

 

O prêmio ANA também busca identificar ações que estimulam o combate à poluição e ao desperdício e apontar caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento das atuais e futuras gerações. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 31 de maio de 2010.

 

Assim como ocorreu na edição de 2008, o Prêmio ANA 2010 terá uma Comissão Julgadora composta por membros externos à ANA e com notório saber na área de recursos hídricos ou meio ambiente. Um representante da Agência presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade; potencial de difusão/replicação; aderência social; originalidade e  impactos social, cultural e ambiental.

 

A Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das sete categorias, que serão conhecidas em solenidade de premiação marcada para 1º de dezembro de 2010 em local a ser definido. Os sete vencedores receberão o Troféu Prêmio ANA, concebido pelo mestre vidreiro italiano Mário Seguso.


Inscrições


Até 31 de maio, os interessados em participar da premiação poderão enviar seus trabalhos por remessa postal registrada aos cuidados da Comissão Organizadora do Prêmio ANA 2010 no seguinte endereço: SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco “M”, Sala 222, Brasília-DF, CEP: 70610-200. A data de postagem será considerada como a de entrega. Os concorrentes poderão inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.

 

Cronograma

 

·         Inscrições: de 18 de dezembro de 2009 a 31 de maio de 2010;

·         Prazo de julgamento: de 2 de agosto a 10 de setembro e de 4 a 8 de outubro de 2010;

·         Comunicação aos finalistas: de 25 a 29 de outubro de 2010;

·         Cerimônia de premiação: 1º de dezembro de 2010.

 

Histórico

 

Em sua primeira edição, em 2006, o Prêmio ANA teve três temas em disputa: “Gestão de Recursos Hídricos”, “Uso Racional de Recursos Hídricos” e “Água para a Vida”. À época, 284 trabalhos se inscreveram. No segundo Prêmio ANA, em 2008, o tema foi único:  “Conservação e Uso Racional da Água”. Na ocasião, participaram 272 iniciativas de seis categorias: governo, empresas, organizações não governamentais, organismos de bacia, imprensa e academia.

 

Informações

 

Para mais informações acesse o hotsite www.ana.gov.br/premio, envie e-mail para premioana@ana.gov.br ou ligue para (61) 2109-5412.

Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA).